As Personagens com Limitações Fisicas na novela “Eta Mundo bom.”
A pessoa que vos escreve não é noveleira. Mas, caminhando com o
controle remoto pelos canais disponíveis na sua TV, parou na Globo,
onde um garotinho na cadeira de rodas conversava com sua amiga, a
quem chamava de “Fadinha”. Era mais um capítulo da novela “Eta
mundo Bom”, do além de escritor, novelista Walcyr Carrasco.
As pistas aqui deixadas até então ajudam ao leitor a adivinhar o
que vamos tratar este mês no Papiro de Luz? Isso mesmo. “As
personagens com limitações físicas na novela “Eta Mundo Bom”
Para aqueles que não acompanharam o folhetim em linhas gerais,
explicamos como foi.
O “Mundo Bom” da novela, é um mundo onde muitas das personagens
buscam a sua felicidade, seja por meio licito ou ilicito; muitos
vão pelo caminho prazeroso, na certeza de que dinheiro ou sexo
trará a bem- aventurança. A primeira trilha a trilha do Money ,
construida através de “Golpes do Baú” onde temos duas
personagens do sexo oposto. A segunda não tem tanto impacto, pelo
fato de ser uma novela das 6, mas é tratada de uma forma cômica,
meio cifrada, pelo núcleo da Fazenda D. Pedro II.
É surpreendente acompanhar o crescimento das personagens que
foram pelo bom caminho, cada um focado em um aspecto da felicidade:
Amor ao próximo, boas relações com as pessoas ao redor, Amor
próprio, aceitação do próprio corpo, contato com o Sagrado.
Bom, agora vamos ao tema central do nosso texto: As personagens com
limitação física. Em Eta Mundo bom, temos três: O Cláudio(Xande
de Valois)-O meninho de quem falamos no inicio do texto-, O Severo(
Tarciso Flho) e O Celso( Reiner Cadete) É interessante observar o
nivelamento da gravidade das sequelas e como os personagens lidam
com isso no decorrer da trama.
Claudio, no inicio da novela era andante, mas um acidente o deixou
sem os movimentos das pernas. Seu desejo mais profundo era voltar a
andar.
O percurso para a realização dele foi longo, fantasiado, desejado,
batalhado, realizado e possibilitou à personagem um amdurecimento
não só físico mas, emocional também. Mostrado durante todo o
periodo de exibição da trama, a novidade desta forma de retratar é
que foi feito um detalhamento mais apurado do processo, de maneira
que ficou claro que o exito não foi conseguido por vias
milagrosas, mas a custo de muito esforço.
' O pai, na busca dos recurso financeiros para a operação do
filho,infringiu os seus valores morais e submeteu-se a ajudar a vilã
Sandra(Flávia Alessandra) no golpe na sua tia, a dona
da fábrica de sabonetes onde ele trabalhava Dona Anastásia(
Eliane Gardini).
No tratamento pós- cirurgico, o menino também esforçou-se: sua
força de vontade, aliada aos estimulos da familiia- o pai , Dr.
Araújo( Flavio Tolezani) a cuidadora Olga( Maria Carol) e a amiga
Alice- a Fadinha(Nathalia Costa ) contribuiram para que seguisse
forte na fisioterapia. O processo foi uma caminhada dupla, enquanto
fortalecia suas pernas, fortalecia também a sua autoestima.
O Severo(Tarciso Meira Filho) um homem de de meia idade, vive num
estado de amargura devido às nuances de sua vida, perdeu a mulher,
expulsou a filha de casa porque esta ficou gravida de um homem que
ele nem chegou a conhecer e ainda levou um golpe de seu filho Brás(
Romulo Neto) e a Personagem Diana(Priscila Fantin). Este o ultimo
acontecimento o fez infartar e como sequelas ficou com o lado direito
do corpo paralisado e ao recobrar a movimentação ficou com algumas
limitações de movimento. Neste periodo, o amor por Diana o fez
deixar a sua rabugencia de lado.
Por fim, Celso. Que embora não tenha nehuma deficiência sofre um
atropelamento, fratura o femûr e fica uns dias engessado, na cadeira
de rodas, em seguida de bengala, e depois já aparece sem o gesso e
sem apoio nenhum. A ideia de que a vida continua apesar dos
obstáculos, mesmo temporários fica claro depois da recuperação
tranquila de Celso.
Parabéns à equipe de Walcyr Carrasco pelo olhar sensível para a
questão das limitações físicas. Elas não são impecilhos para
ter vitória na vida. Pode-se sim ser feliz e aprender muito com
elas. Se num primeiro momento elas parecem ser algo ruim, na vida ,
basta lembrar da frase dita Por uma das personagens de Marco Nanini,
o Professor Pancrácio: “Tudo que acontece de ruim, na vida da
gente é para melhorar.”